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Isabella Lescure Argyridis nasceu em 1996, em Manaus (AM), e desde 2016 se autodenomina artista. Essa decisão veio depois de estudar Economia por dois anos e entender que é uma ciência que não esgota o tema da experiência humana na terra ou das conexões entre as diferentes formas de vida. Lescure então se transferiu para o curso de artes de sua universidade e iniciou sua jornada como artista. Sua pesquisa incorpora formas de pensar desde economia, rituais de ayahuasca, história da arte, filosofia, ciências, natureza e assim por diante... pois ela acredita que o conhecimento não deve ser fragmentado, mas costurado novamente.

A prática de Lescure se desdobra em três campos principais, com diversas ramificações.

 

  1. Uma delas é sua investigação do cotidiano com grande intensidade por meio de diversos tipos de mídias, como pintura, desenho, performance, trabalhos têxteis, vídeo e instalação artística.

  2. Seu trabalho escrito. Reflexões sobre sua própria prática, a pesquisa artística de outras pessoas e também sobre outros novos assuntos.

  3. Pensamento subversivo e inquieto sobre o sistema da arte e como propor novas dinâmicas dentro dele.

Em 2012, Lescure tinha 16 anos e acabara de perder o pai devido ao câncer; ela já gostava de pintar, mas a partir desse momento começou a pintar para se expressar de verdade. Isabella é uma criadora feroz, ela se recusa a suprimir sentimentos ou ideias e sempre tenta transformá-los em algo, aprendendo com sua dor e curando-se no processo.

Lescure sempre olhou para a natureza como referência, no que diz respeito à forma como ela funciona e como nela se organizam as cores e as texturas. Durante alguns anos a sua investigação artística centrou-se sobretudo na decomposição, na morte e na tentativa de regeneração. À medida que esta fase chegava ao fim, ela começou a olhar para as coisas de uma forma um pouco diferente - através do ponto de vista da abundância, compreendendo como estamos todos interligados, como os fractais estão em todo o lado e dentro de todos e que a colaboração é o caminho para a expansão. Em 2021 criou um projeto chamado Germinadora de Arte Argyridis, através desta iniciativa propõe novas formas de artistas colaborarem entre si e com o sistema de arte.

Lescure mora entre o Rio e São Paulo e agora está focada no novo capítulo de sua pesquisa artística, produzindo novas obras, ideias e pensando na magia que nos entrelaça a todos.

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